Prefeitura do Rio de Janeiro resolve implantar aterro em Seropédica em 2011
Redação SRZD | Rio+ | 25/09/2009 08:17
O novo Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) da capital fluminense será implantado em Seropédica, Baixada Fluminense. O gerenciamento será feito pela empresa Júlio Simões, que venceu a licitação para construção do aterro de Paciência, em 2003. O novo contrato deve ser formalizado no prazo de um mês. A Júlio Simões será a responsável pelo transporte e pela deposição do lixo com os mesmo valores do contrato antigo, sendo usado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) dos últimos seis anos para correção. O contrato de 2003 previa que a Comlurb pagaria à empresa mais R$ 1 bilhão em 15 anos pelo descarte.
Um grupo de trabalho, criado pelo prefeito Eduardo Paes em janeiro, fez um relatório para enumerar uma série de alternativas para o lixo do Rio de Janeiro. Além de Seropédica, foram avaliados terrenos em Campo Grande (Zona Oeste da cidade), a Cidade dos Meninos (em Duque de Caxias) e o CTR que funciona em Nova Iguaçu. O texto elaborado por representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente, Urbanismo e Casa Civil foi publicado no Diário Oficial desta sexta-feira. Para conferir a íntegra do relatório clique aqui .
O terreno em Seropédica faz divisa com fazendas, uma área de pedreira e um pequeno pedaço do bairro do Chaperó. A área fica a oito quilômetros da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O acesso pode ser feito pela Avenida Brasil e pela antiga Estrada Rio-São Paulo. Em breve também poderá ser feito pelo Arco Rodoviário do Rio. Localizado em Área de Especial Interesse Sanitário e Ambiental, criada por lei municipal aprovada em 2008, o terreno já teve seu licenciamento ambiental pedido. A previsão é que o início da implantação se dê no primeiro semestre de 2010, começando a operar de fato um ano depois.
Atualmente, o Rio produz diariamente mais de nove mil toneladas de lixo, sendo que a maior parte (4.298 toneladas ou 47,3%) é domiciliar. O restante reúne lixo público recolhido nas ruas, restos da construção civil, detritos de grandes geradores (como indústrias) e lixo hospitalar. Os detritos são despejados em Gramacho, que recebe a maior quantidade, com 6.471 toneladas por dia (71%), Gericinó (2.111 toneladas ou 23%) e no Centro de Tratamento de Resíduos de Nova Iguaçu (486 toneladas ou 6% do total).
Postado por:euclides de oliveira pinto neto | 29/09/2009 22:16:52
E aí ? Perguntarem à população de Seropédica se vão permitir transformar sua região em lixão, como foi feito em Duque de Caxias ? Toda a rotina para empreendimento dessa natureza, deve seguir uma rotina de audiências públicas, com a devida publicidade. Foram realizadas adequadamente ? E o Ministério Público, esteve presente ? Curioso como insistem em criar depósitos de lixo, ao invés de utilizar a coleta seletiva, a reciclagem e a utilização dos resíduos organicos para geração de energia e compostos organicos. Existem mais de 100 tecnologias disponíveis, em todo o mundo. Por que as máfias do lixo insistem em continuar com os aterros ? Qual a verdadeira razão ? E não digam que são os altos custos de instalação das unidades industriais de reciclagem... muito mais baratas que os valores ocasionalmente divulgados pelos "esphechialistass" na matéria, com informações falaciosas e mentirosas, induzindo à continuação da sacanagem...
Postado por:margarida | 25/09/2009 14:31:59
Que município infeliz é Seropédica! Para lá fugiu boa parte da bandidagem dos subúrbios cariocas. Seus políticos são comprometidos com interesses escusos. De lá se tira irregularmente a areia de várias obras, esburacando toda a área que poderia ser utilizada para agricultura. a CEDAE gasta fortunas para purificar as águas do Guandu, totalmente contaminadas. O município não tem nem 1 km de rede de esgotos, nem um hospital que preste, a educação é precária. Como se não bastassem tantas desgraças, agora vai virar o vazadouro dos dejetos do vizinho rico.
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